Durante todo o mês de setembro, o Seconci Goiás realizou uma série de palestras nos canteiros de obras integradas à campanha Setembro Amarelo, direcionadas à promoção da saúde mental e à prevenção ao suicídio. A ação alcançou 906 trabalhadores e promoveu diálogo e reflexão sobre frustrações e perdas cotidianas como sinais que demandam acolhimento e escuta atenta, afastando a ideia de que o silêncio diante de dificuldades pessoais seja um caminho viável. As palestras reforçaram a mensagem de que a dor não é o fim da história e que reconhecer o momento de pedir ajuda representa uma atitude de força.

Acolhimento itinerante e quebra de barreiras

Realizadas em diferentes empresas do setor da construção, as palestras foram conduzidas pelas psicólogas do Seconci Goiás, Thelma de Jesus, Laura Palmer, Luma Fortuna e também pela psicóloga Bianca Sanchez. Elas atuaram diretamente nos espaços de convivência e refeitórios dos canteiros, facilitando o diálogo em um ambiente familiar aos operários.

Com o objetivo de valorizar a vida e proporcionar um espaço para falar sobre dores e sentimentos, sem tabus, as palestras reforçaram a importância de procurar atendimento especializado sempre que necessário. Um dos pontos altos da iniciativa é incentivar os participantes a atuarem como agentes multiplicadores de apoio dentro de suas próprias residências e comunidades.

“É de suma importância levar a campanha Setembro Amarelo para os canteiros da construção por se tratar de um assunto de saúde pública no mundo inteiro, que é a prevenção ao suicídio. Levamos informação que esclarece, sensibiliza, quebra tabu e fortalece também as pessoas que precisam ajudar alguém que está necessitando de suporte”, ressaltou Thelma de Jesus, palestrante e psicóloga do Seconci Goiás.

Diálogo aberto e valorização da vida nos canteiros

Durante as palestras os trabalhadores compartilharam percepções sobre o impacto de palestras como essa na convivência diária e relataram situações em que o suporte profissional fez diferença em momentos de vulnerabilidade. O operador de máquinas da Bambuí, José Cesário Casemiro, lembrou que em 2025 a psicóloga do Seconci esteve na obra com a palestra e que isso foi importante para orientação e encaminhamento de cuidado psicológico para a sua esposa, que enfrentava um quadro depressivo: “É um trabalho muito importante que o Seconci está fazendo com essas palestras nas obras, porque muitas pessoas enfrentam dificuldades. Às vezes achamos que não, mas em casa a pessoa passa por problemas. Eu mesmo passei por isso. Essa orientação foi essencial para que eu pudesse ajudar na recuperação da minha esposa. É um assunto muito importante para se falar nas obras”.

Eduardo Bezerra, operador de betoneira da Bambuí, também ressaltou a relevância do debate no canteiro ao recordar sua própria trajetória de superação. “Eu achei importante, porque muitas vezes a pessoa está sofrendo por algo e o outro não está sabendo. Isso já aconteceu comigo, de entrar em depressão, mas eu fui curado desse mal. Então, muitas vezes a pessoa está em depressão e nem percebe. Mas graças a Deus essas palestras são muito boas pra gente”, afirmou o profissional.

A Técnica de Segurança da Bambuí, Rosileila Rodrigues, enfatizou que a saúde física e mental reflete diretamente na segurança e na produtividade dos trabalhadores. De acordo com ela, a presença do movimento Setembro Amarelo encorajou muitos trabalhadores a procurarem as consultas individuais com a psicóloga no Seconci. “Participar das palestras gera melhorias para o próprio colaborador, porque ele estando bem consigo mesmo fica melhor no trabalho e no relacionamento com colegas e familiares”, declarou Rosileila.

Rosileila Rodrigues salientou também a relevância da parceria com o Seconci não apenas na realização das ações nos canteiros de obras, mas também nos atendimentos assistenciais: “A parceria entre as obras e o Seconci é muito importante. Hoje, os meus colaboradores procuram muito os atendimentos de saúde do Seconci, como dentista e consulta com médico, através dessa parceria”. Ela observou ainda que os homens tendem a ser mais resistentes à busca por apoio médico e psicológico, cenário que vem mudando com a presença constante do Seconci no canteiro.

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